VISUAL MERCHANDISING: UMA EFICIENTE ESTRATÉGIA DE VENDAS

O consumidor tem buscado maneiras de simplificar, explorar e preservar o tempo no processo de compra, reinventando o jeito de comprar. Essa tendência impulsionou o crescimento do varejo omnichannel, levou os varejistas a aumentar a frequência com que interagem com o público e a forma como suprem suas expectativas.

De forma estratégica, não há mais como pensar no varejo físico separado do varejo digital. São operações diferentes, mas que devem andar lado a lado: o varejo físico atua como responsável pelo contato, emoção e sentimentos; já o digital, traduz a inteligência, a pesquisa e o racional.

Mas diante de ofertas on-line cada vez mais convincentes e personalizadas, ainda é possível impactar os clientes nas lojas físicas? Como? O segredo está na criatividade de reinventar a maneira de atender às necessidades dos consumidores, gerando experiências de consumo no ponto de venda (PDV).

Pouco tempo para comunicar

Hoje, em meio a consumidores hiperconectados, uma marca tem apenas três segundos para impactar o cliente. De acordo com pesquisa realizada pela Nielsen, 70% das decisões de compras acontecem em frente ao produto no PDV, ficando o shopper apenas 15 segundos diante dos produtos.

Técnicas de visual merchandising (VM) são capazes de ressignificar as compras no varejo. Isso porque estratégias voltadas à exposição de produtos com foco em uma melhor experiência de consumo no PDV podem motivar e até influenciar na decisão de compra.

Já que o estímulo gerado na hora da compra é o que proporcionará um maior número de venda, que tal colocar essas técnicas em prática?

Layout da loja: necessário para o planejamento de um bom funcionamento e de circulação do ambiente, voltado à análise da planta baixa da loja, localização dos equipamentos (gôndolas, checkouts, pontos focais, sessões e outros).

Exibitécnica: é na área de exposição/exibição de produtos que aplicamos as técnicas mais agressivas e essenciais do VM. Também podemos citar a importância do cross merchandising como forma estratégica de cruzamento de produtos, sempre pensando na ocasião de uso. Uma exposição de produtos bem planejada chama a atenção do consumidor, impulsionando-o a comprar.

Percepção visual: o que os olhos não veem o coração não sente. Durante a compra, a visão é o primeiro sentido humano responsável pelo processo de escolha, e o merchandising trabalha essa primeira impressão, pois é neste contato que o consumidor decide pela compra.

5 Sentidos: agir diretamente nos sentidos do consumidor: visão, tato, audição, olfato e paladar, como forma de estimular a compra, e criar um vínculo emocional direto com a marca.

Atmosfera de compra (Storytelling): o PDV deve criar e contar uma história. Pesquisas apontam que o consumidor lembra mais da experiência de compra do que do produto, por isso a importância de criar e ter uma atmosfera de compra convidativa e impactante.

Ambientação

O ambiente de vendas é o local onde todos os esforços para a conquista do shopper se estabelecem. Portanto, os fatores que determinam a escolha de alguns produtos em detrimento de outros são imprescindíveis para o aumento do fluxo de venda. Portanto, para satisfazer as necessidades dos consumidores e ter diferenciação no mercado, novas estratégias precisam ser traçadas, não apenas para garantir o êxito das empresas, mas principalmente, a sobrevivência delas. Precisamos ter uma visão completa para melhorar e identificar as barreiras, gerar e buscar alternativas para transpô-las.

Destaques

  • Não há mais como pensar no varejo físico separado do varejo digital. São operações diferentes, mas que devem andar lado a lado.
  • Em meio a consumidores hiperconectados, uma marca tem apenas três segundos para impactar o cliente.
  • Estratégias voltadas à exposição de produtos com foco em uma melhor experiência de consumo no PDV podem motivar e até influenciar na decisão de compra.