A NOVA ERA DOS NEGÓCIOS: A IMPORTÂNCIA DOS DADOS NA CONSTRUÇÃO DE MARCAS

No artigo anterior falamos sobre o uso dos dados para construção de marcas. Dando continuidade ao nosso assunto, trazemos aqui dois cases que refletem a importância do Big Data para as empresas atuais.

Relembrando: Big Data é de uma forma prática uma montanha de dados oriundos de diferentes fontes e que precisam ser organizados e interpretados com o auxílio de programas e métodos matemáticos e estatísticos. Uma verdadeira mina de ouro, que se “mineirada” de forma correta permite que as empresas tirem valiosas conclusões a partir dos dados.

O mais importante de ter acesso a todas estas informações é saber o que fazer com elas, o verdadeiro poder do Big Data para gerar valor aos negócios:

CASE TARGET

A Target — uma grande rede varejista dos Estados Unidos ficou famosa ao descobrir a gravidez de uma adolescente antes mesmo do pai da jovem fazendo uso de estatísticas sobre comportamento do consumidor e análise preditiva de dados.

Após fazer uma campanha em que as clientes informavam as lojas se estavam grávidas, a Target começou a analisar os hábitos de compra dessas clientes e descobriu que as mulheres grávidas além de suplementos ricos em magnésio, cálcio e zinco, compravam produtos como cremes e colônias com fragrâncias mais suaves, ou até mesmo sem cheiro.

Analisando uma grande quantidade de dados que foram coletados a Target percebeu que havia um padrão frequente nas compras e que era possível saber quem eram as clientes gestantes, mesmo se estas não informassem isto à empresa, passando a criar campanhas direcionadas para este público com cupons de desconto em fraldas, berços, lenços, entre outras coisas.

Em decorrência destas promoções que o pai de uma adolescente se chateou por achar que a empresa estava estimulando a sua filha a engravidar. Semanas depois, a jovem revelou à família que estava esperando um bebê.

CASE DA NETFLIX

Um case que já se tornou clássico é o da Netflix. A empresa é capaz de acessar Big Data para criar produtos quase que no piloto automático. “House of Cards” é consequência disso. A Netflix sabia o número de pessoas nos EUA que poderiam se interessar (muito) por uma produção que já havia sido um sucesso na Inglaterra, e que ela, agora dirigida por David Fincher e protagonizada por Kevin Spacey, seria um “blockbuster on-demand”. Quando a Netflix criou House of Cards, ela não estava adivinhando o que as pessoas queriam. Ela sabia! A Netflix criou uma base de dados que permite conhecer com profundidade as preferências de conteúdo dos norte-americanos e esse conhecimento já se estende por dezenas de países. Já temos produções da Netflix brasileira pautadas nos gostos e preferências do nosso povo. Ao recolher e analisar dados sobre as preferências da audiência, incluindo não somente o que as pessoas assistem, mas o que elas procuram, gostam e até em que parte dos filmes elas pausam, voltam ou pulam as cenas, a empresa cria milhares de gêneros e subgêneros distintos. Esta lista dá uma boa noção do que digo e apresenta uma Netflix que você talvez ainda não conheça.

Contar com ferramentas de análise de dados para transformar todos esses dados estatísticos em informações foi de extrema importância para o sucesso da Target e é a galinha dos ovos de ouro da Netflix.

A estratégia utilizada por ambas as marcas não está reinventando a roda no mundo dos negócios: vendas são baseadas em conhecer muito bem seus consumidores e quais são seus principais hábitos. O que ambas fizeram foi saber trabalhar isso estatisticamente, com um enorme fluxo de informações, criando valor para os consumidores.

Essa é a grande prova de que os consumidores também constroem marcas, com suas percepções e atitudes, sejam elas nos pequenos gestos. Estamos o tempo todo indicando, involuntariamente ao mercado o que queremos, como queremos e quando queremos. Mas isso já é assunto para um novo conteúdo. E nós o preparamos pra você! Analise, ao ler o próximo artigo, como a construção da sua marca não depende somente de você.