A NOVA ERA DOS NEGÓCIOS: A IMPORTÂNCIA DOS DADOS NA CONSTRUÇÃO DE MARCAS

A tecnologia da informação transformou o cenário dos negócios drasticamente. Nenhuma novidade. É realmente óbvio, agora. Quantas pessoas você conhece que vivem (mesmo) sem internet? Algumas relutam em ter um smartphone, mas boa parte das que convivem com você utiliza um ótimo modelo e planeja um upgrade dentro dos próximos dois anos, pelo menos.

Em 2003, quando a Exit foi criada, o número de linhas móveis ativas no país era de 40 milhões. O Brasil fechou o mês de maio de 2019 com 228,64 milhões de linhas móveis em operação, segundo relatório da Agencia Nacional de Telecomunicações (Anatel). Se em 2007 a Apple não tivesse apresentado ao mundo a primeira versão do iPhone, quem sabe os números dessa indústria não seriam tão superlativos. Contudo, o conceito do iPhone moldou o padrão de comunicação móvel e abriu uma avenida para a popularização de diversas redes sociais. Sempre fizemos parte delas, mas antes eram limitadas ao nosso espaço físico, principalmente. Hoje a história é bem diferente.

O fato incontestável é que a revolução tecnológica concentrada nos primeiros anos deste século transformou a sociedade e a economia. Ela criou e afundou inúmeros negócios, movimentou recursos financeiros em escalas absurdas, transformou o Marketing (não tanto em termos de teoria, mas muito no que se refere à prática) e condenou a Publicidade como até então era conhecida. Era aqui que eu queria chegar: o contexto em que estamos envolvidos hoje e o que é preciso entender para conduzir negócios, construir marcas e vender produtos e serviços relevantes para as pessoas.

A tecnologia da informação interferiu diretamente nos modelos de negócio quando colocou na mesa os números, os dados. Em especial, os dados que nós deixamos pelo caminho todo o tempo em que estamos on-line.

QUANTIDADE E QUALIDADE PARA ANÁLISES MAIS PRECISAS

Deixando de lado por um momento toda a questão de privacidade diretamente relacionada a isso, o que muda drasticamente é a quantidade e a qualidade dos dados e das informações que hoje as empresas podem obter dos seus clientes e prospects, aumentando a precisão das interpretações e reduzindo as margens de erro.

Smartphones, notebooks, TVs, relógios, máquinas de lavar roupa, carros, casas, máquinas e dispositivos dos mais variados tipos estão conectados a redes e à nuvem, gerando dados quase que ininterruptamente.

Agora, o desafio dos líderes de Marketing das empresas (em parceria com os líderes de TI) é construir e operar essa engenharia para otimizar as estratégias de negócios e as tomadas de decisões mais variadas, aumentar a competitividade no mercado e poder oferecer uma proposta de valor cada vez mais relevante para cada um dos seus segmentos de clientes. A coisa certa para a pessoa certa na hora e na forma mais adequadas a ela. Se isso ainda soa utópico ou até impossível, lembre-se que, provavelmente, boa parte dos dados já está sendo produzida pela sua empresa e pelos seus clientes.

O ponto-chave, contudo, não é coletar dados, mas, sim, ter condições de transformá-los em informações, conhecimento e, por fim, sabedoria para geração de resultados. Você já olhou para o sistema interno da sua organização? Existem muitas fontes de dados a se observar, entender, relacionar com as métricas do seu negócio e experimentar correlações de causa e consequência.

Reflita sobre os dados sociais e dados da empresa e discuta com suas equipes internas e seus parceiros (agências e consultorias) sobre como usar isso a seu favor. Você vai descobrir infinitas possiblidades de repensar o seu modelo de negócio e os formatos de construção da sua marca.

Selecionamos alguns exemplos práticos de como o Big Data pode auxiliar uma empresa com visões e aplicações diferentes. E o melhor, como além de ter acesso, traduzir esses dados para que possam gerar resultados ao seu negócio. Veja no artigo a seguir.