GERAÇÃO X, Y, Z, MILLENNIALS, GLOBALISTS… WHATEVER! O DESAFIO DE CRIAR CONEXÕES VERDADEIRAS COM OS CONSUMIDORES

Samanta Tavares

Diretora de Estratégia e Canais

Você já prestou atenção como o comportamento de seus pais mudou? Acho divertido quando chego na casa da mãe da minha amiga e ele está em assistindo TV com o celular na mão para falar sobre a novela no grupo da família ou dar aquela “fuxicada” no Facebook. Bate papos sobre tecnologia e redes sociais, aplicativos novos que baixamos no celular e de como facilitam as nossas vidas, pessoas que seguem no Youtube e spoilers de seriados tem sido conversas recorrentes nos almoços de domingo lá em casa.

Nossos pais estão cada vez mais on-line. Esse, teoricamente, não seria um comportamento da Geração X, nascida (aproximadamente) entre 1960 e 1970. Teoricamente!

Muito tem se falado sobre as novas gerações e seu comportamento de consumo. Estudos mostram como as marcas devem interagir com os Millennials e como essa geração está mudando o consumo. Isso sem falar na Geração Z, os nativos digitais (nascidos a partir de 1995), que anunciam mudanças revolucionárias na estrutura das organizações, além de estarem criando uma nova geração de startups. Taylor Rosenthal, de apenas 14 anos, o CEO mais novo dos EUA, recusou uma oferta de 30 milhões de dólares pela sua ideia de startup, a RecMed: uma máquina de venda automática de produtos de primeiros socorros. Isso é fantástico (e assustador ao mesmo tempo).

O IMPACTO NA ESTRATÉGIA DE NEGÓCIO

As marcas passam por uma série de desafios para criar conexão com os consumidores X, Y, Z e afins. A jornada de compra mudou e, independente da geração, alguns pontos têm impactado a estratégia de negócio das empresas:

O e-commerce brasileiro cresceu 12% e faturou 53,2 bilhões em 2018, segundo levantamento feito pelo Ebit/Nielsen. Apesar de deixar de faturar cerca de 400 milhões em maio após a greve dos caminhoneiros, o valor em vendas no ano foi considerável, Então, independente do que você vende, venda online: este é o lugar para estar.

O mobile não tem volta. Tornamo-nos impacientes digitais e digitalmente ansiosos: se uma página não carrega em alguns segundos, saímos e não voltamos mais. O consumidor não tinha muitas opções de pesquisa sobre um produto ou serviço e, com a evolução dos dispositivos, essa jornada não só mudou como aumentou. As pessoas utilizam vários dispositivos antes de comprar online. Vão do desktop aos aplicativos móveis; do online para o off-line; pesquisam presencialmente na loja; fecham a compra no ponto de venda (PDV) físico ou usam a loja apenas para experimentação do produto, finalizando a compra pelo seu smartphone. Estamos no momento que o PDV deixa de ser Ponto de Venda para ser PDX, Ponto de Experiência. O consumidor quer mais do que comprar, quer viver algo diferente com a marca, quer personalização.

Para isto o Big Data está aí e os números não mentem: faça bom uso deles. Ter um “bando de dados” nas mãos não fará diferença para o seu negócio, mas sim o que você realmente vai fazer com eles. Os dados servem para ligar as marcas aos consumidores.

ALWAYS BETA

É muita novidade, é muita mudança e a obsolência programada não é apenas um trecho de música, é uma constante.

Se alguém afirmar com convicção que é um especialista digital, fique alerta. A especialidade está no poder de atualização, sobre estarmos em um complexo e contínuo processo de aprendizagem e descobertas sobre os novos canais de comunicação, um beta infinito.

Precisamos nos preparar, estudar e ter um olhar clínico para interpretar este novo cenário digital. Não é através de qual canal vamos chegar aos consumidores, mas sim com qual promessa e estratégia que fará sentido para o seu consumidor e trará retorno para o seu negócio.

Pessoas não têm rótulos e nesse mundo multicanal as definições de geração não são o ponto principal. O mais importante é um propósito verdadeiro, que faça o seu público interno ou externo se apaixonar pela sua marca. É entender onde ele está e em qual momento a sua marca irá fazer sentido na vida dele. Isso importa muito para as pessoas, sejam elas X, Y ou Z.

Não importa a fase da vida, as pessoas valorizam o bom atendimento, a forma como são tratadas e lembradas pelas marcas. Já parou para pensar como o consumidor vê a sua marca? Qual experiência ele tem, mesmo que cada ser tenha um contato único, o que sua empresa tem entregado? Vem com a gente ler o próximo artigo e compreenda melhor como as vendas são o reflexo do contato que as pessoas têm a marca.